PROEX - Pró-Reitoria de
Extensão Universitária
Projeto de Extensão Universitária
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PAU-BRASIL
um exemplo de cidadania e amor à vida
Coordenador:
Sérgio Valiengo Valeri
Tel.: (16) 3209-2668
DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO VEGETAL
Bolsistas: Érika Ramos de Oliveira (Ciências Biológicas)
Bruna Aparecida Pereira (Ciências Biológicas)
Parceria:
Fundação Pau-Brasil,
CEPLAC/CEPEC: Dan Érico Lobão
Tel.: (73) 3214-3227
UEMS: Norton Hayd Rêgo
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► O projeto faz parte de um programa que busca a conservação produtiva e o uso sustentável da espécie, com o nome de “Programa Pau-Brasil”, que vem sendo desenvolvido pela CEPLAC/CEPC.
► No estado de São Paulo o projeto tem por objetivo:
♣ Divulgar na comunidade escolar (ensino fundamental, médio e superior) os conhecimentos sócio-históricos, ambientais, econômicos e de pesquisas silviculturais do pau-brasil;
♣ Conservação ex situ do pau-brasil em projetos de reflorestamento e silvicultura urbana;
♣ Proposta de caráter sócio-ambiental, visa envolver o poder público, empresas públicas e privadas, organizações de base social e a comunidade urbana e rural no plantio da espécie para garantir a sua sobrevivência;
♣ Divulgar nos meios de comunicação as técnicas de produção de mudas, plantio e condução de povoamentos florestais e urbanos com a inclusão do pau-brasil.
♣ Produzir madeira nobre para a construção de arcos de instrumentos musicais de corda (violino, viola, violoncelo e contra-baixo).
Um pouco de suas
características botânicas:
Nome científico da
espécie: Caesalpinia
echinata Lam.
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Subfamília: Caesalpinoideae
Gênero: Caesalpinia
► O nome do gênero é uma homenagem ao botânico italiano Andrea Caesalpinio.
O nome específico echinata significa
acúleo, no tronco e ramos.
Variantes morfológicas
► Existem
três tipos de pau-brasil que variam de acordo com o tamanho das folhas, como
ilustrado nas figuras a seguir:



Três variantes morfológicas de pau-brasil: folha-miúda, folha-de-café e folha-de-laranja, respectivamente, na seqüência da esquerda para a direita.
► Longevidade: acima de 300 anos.

Pau-brasil em remanescente de Floresta Atlântica no estado da Bahia.
Qual é a região de origem
do pau-brasil?
A árvore pau-brasil é característica da Mata Atlântica e ocorre do Rio Grande do Norte até a costa norte do estado de São Paulo. A espécie já foi erradicada em muitas das regiões de ocorrência natural. Na região Cacaueira da Bahia, sua sobrevivência deve-se, basicamente, ao modelo de agricultura — cacau-cabruca — desenvolvido para estabelecimento da cultura.
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Área de ocorrência natural do pau-brasil. Fonte: CARVALHO (2003).
Sua
importância histórica:
O Pau-brasil teve uma participação na história do país, não só política como econômica, desde a colonização até os primórdios da república. A espécie passou a ser considerada Árvore Símbolo Nacional a partir de 07/12/1978, com a Lei 6.607, com base em BUENO (2003). Como citado em www.arvorenacional.com.br (2005), “devido à intensa comercialização da madeira para a extração de corante vermelho (brasilina), a região produtora da Ilha de Vera Cruz ficou conhecida como Costa do pau-brasil e no ano de 1535, passou a se chamar oficialmente de Brasil. Essa atividade manteve-se economicamente rentável por aproximadamente 350 anos (1850-1870), quando foi progressivamente substituída por corantes sintéticos”.
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Alameda de pau-brasil, UNESP/FCAV, Campus de Jaboticabal-SP.
Uso do pau-brasil:


Madeira e casca de pau-brasil
Qual é o principal uso do pau-brasil atualmente?
Desde

François Tourte: em 1818 descobriu que a madeira de pau-brasil produz o
melhor arco de violino. Fonte: RYMER (2004).

Tora: o principal uso da madeira é para
construção de arcos de violino.



Um arco de violino pode chegar ao valor de
mil dólares. Fonte: RYMER (2004).
Como salvar
a espécie de alto valor econômico?
O programa Pau-Brasil do CEPEC/CEPLAC prevê o plantio de 500 mil mudas em 5 anos e com a participação de parceiros pretende elevar para 2,2 milhões de mudas plantadas.
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Mudas e plantio de pau-brasil no subosque de áreas de preservação permanente do córrego Jaboticabal, UNESP/FCAV, Campus de Jaboticabal –SP. Bolsista Luiz Gustavo Ennes Pizzaia efetuando avaliação do crescimento das plantas.
Onde plantar?
Os primeiros resultados de pesquisa realizados na UNESP/FCAV, campus de
Jaboticabal –SP, mostram que as mudas de pau-brasil devem ser plantadas sob a
proteção da copa de outras árvores já formadas, à meia sombra, e só na fase
adulta devem ficar a pleno sol, ocupando a parte superior do dossel da
floresta, à semelhança das espécies climácicas.
Produção de mudas na UNESP/FCAV, Campus de Jaboticabal – SP:

O Viveiro Experimental de Plantas Ornamentais e Florestais da FCAV produziu 300 mudas de pau-brasil com sementes fornecidas pelo CEPEC/CEPLAC para serem plantadas no sub-bosque das áreas de reflorestamento do Campus no ano de 2006.
► O trabalho realizado na UNESP/FCAV,
Campus de Jaboticabal
Produção de mudas no Viveiro Experimental de Plantas Ornamentais e Florestais.
Segundo o levantamento em junho de 2009, com cerca de 2500 mudas de pau-brasil.
Palestras em escolas oferecidas pelas bolsistas. Para agendar palestras em sua escola ou no
Horto da UNESP de Jaboticabal, entre em contato conosco. Informações...
Plantio de 300 árvores à meia sombra em áreas de preservação permanente,
reserva legal e sistemas agroflorestais.
Resultados de pesquisas
Clique no link abaixo e saiba mais:
Efeitos da omissão de nutrientes em plantas de pau-brasil
Enraizamento
de estacas de pau-brasil
Referências:
BUENO, E. Brasil: uma história.
2. ed. São Paulo: Ática, 2003. 447p.
CARVALHO, P. E. R. Espécies
arbóreas brasileiras. Colombo: Embrapa, 2003. 1039 p.
RYMER, R. Saving the
music tree. Smithsonian, Washington, D.C., v. 35, n. 1, p. 52-63, 2004.
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LINKS:
http://www.ipef.br/identificacao/nativas/detalhes.asp?codigo=9
Lei 6607-78 sobre o pau-brasil:
http://www.lei.adv.br/6607-78.htm
http://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo39.pdf
Vídeo especial sobre Pau-brasil do Globo Rural:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM382364-7823-OURO+VERMELHO,00.html
http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/2782